sábado, 6 de junho de 2015

VOLTE-SE PARA O SENHOR

Gênesis 26:1-3
Gerar foi o lugar que Isaque nasceu. Deus interrompe na sua história e diz: 
“Não fuja, floresça onde você está plantado. Não corra dos problemas. 
Enfrente-os. Vença-os.”
Quando somos atingidos por uma crise e estamos no meio de um deserto, somos tomados pela ansiedade e perguntamos: O que será do meu futuro? Como conseguirei sobreviver quando todos estão fracassados? Como poderei superar o desânimo? O que será da minha família? 
Qual será o futuro dos meus filhos? Como poderei ser próspero vivendo num deserto? E se eu perder o emprego? Onde os meus filhos vão estudar? Se eu ficar doente? Se eu não puder pagar o plano de saúde?
Mas Deus acalma o coração de Isaque dizendo-lhe: “Calma! Eu estou contigo. Calma! Eu tomo conta da sua descendência. Calma! Seu futuro está em minhas mãos. Calma! Farei de você e da sua descendência uma bênção para o mundo”.

Diante de tantas inquietações, tantas perguntas perturbadoras e tantos exemplos de fracasso à sua volta, somente a voz e as promessas de Deus podiam trazer paz a Isaque. Parece que todas as vozes da terra anunciavam a falência dos sonhos. Isaque precisava alimentar-se das promessas de Deus, precisava beber o leite genuíno da verdade que jorra dos mananciais de Deus. Quais foram as promessas que como ribeiros regaram a alma dele?

1.Uma presença consoladora - Deus diz a Isque: “Permaneça nesta terra e eu estarei com você” (Gn 26.3) Quando a crise bate à porta da nossa vida, a primeira coisa que perdemos é a consciência da presença de Deus. Quando somos encurralados por circunstâncias adversas, tendemos a achar que Ele nos desamparou. Por isso, a primeira palavra de encorajamento que Deus dá a Isaque é a garantia da sua presença com Ele.
A promessa é sustentada mediante a obediência. Quando nos dispomos a andar segundo a direção de Deus, Ele caminha conosco. Quando Deus está ao nosso lado, somos invencíveis. Quando Deus se agrada de nós, podemos alcançar grandes conquistas.

Moisés entendeu essa verdade e disse que se Deus não fosse com ele, sua liderança estava fadada ao fracasso. A desobediência do povo de Israel afastou a presença de Deus do arraial. Pela desobediência de Sansão o Espírito de Deus afastou-se dele. Porque Saul transgrediu os mandamentos de Deus, o Senhor o deixou. Na verdade, a malignidade do pecado se deve ao fato de que ele nos separa de Deus. Deus é luz, e aquele que diz ter comunhão com Ele e anda nas trevas está mentindo.
Quando Israel prevaricou contra o Senhor, a glória de Deus deixou o santuário, depois deixou a cidade de Jerusalém e então o povo caiu nas mãos da Babilônia. 

É a presença de Deus que nos dá a vitória. São a coluna de nuvem durante o dia e a coluna de fogo durante à noite que inibem e neutralizam o poder do adversário contra nós.
Israel caiu nas mãos dos filisteus e trinta mil homens foram passados ao fio da espada porque a glória de Israel, a presença de Deus, se apartara do povo.

Paulo, o grande intérprete do cristianismo, entendeu a verdade magna: se Deus é por nós, quem será contra nós? Da mesma forma, o contrário é profundamente trágico.
Se Deus não estiver conosco, só nos resta sofrer a amarga derrota.
O segredo da vitória na crise é peregrinar na terra em obediência a Deus.
Estar no centro da vontade de Deus é triunfar nas horas de incertezas. O lugar mais seguro para estar, ainda que em perigo, é no centro da vontade de Deus.
O lugar mais seguro fora do centro da vontade de Deus é terreno escorregadio. Quando o Senhor caminha conosco, sempre chegamos ao lugar desejado.

Quando vivemos em obediência, mesmo na fornalha ardente das provações mais amargas, contamos com a presença do Senhor caminhando conosco.
O grande elemento encorajador que Jesus deu aos discípulos para que fossem até os confins da Terra pregando o Evangelho era a promessa de que estaria com eles todos os dias. O Senhor conhece a nossa carência de companhia. Ele sabe a tendência que temos para a solidão. Ele é o amigo de caminhada que não nos deixa sozinhos.

Quando achamos que perdemos as pegadas do Senhor na estrada da vida, Ele, nesse momento, está nos carregando no colo.
A presença de Deus é refúgio. Ela traz consolo. Quando ele está conosco, saltamos muralhas, vencemos gigantes, desafiamos o perigo, conquistamos fortalezas, arrombamentos, as portas do inferno e erguemos a bandeira da vitória.
Quando temos consciência de que o Senhor está conosco, somos encorajados a plantar no deserto. Quando a bênção do Senhor está sobre nós, o deserto da morte torne-se cenário de vida. A crise acaba e podemos prosperar no deserto.

2.Uma bênção especial: O deserto é um problema para nós, não para Deus. A crise pode desestabilizar os governos da Terra, mas não o trono do Senhor.
O deserto pode ser o palco da prosperidade porque Deus transforma desertos em pomares. Faz brotar água da rocha e o deserto florescer. Ele converte os nossos vales áridos em mananciais, as nossas tragédias em degraus, para subirmos a alturas mais elevadas. A bênção prometida a Isaque não foi algo vago, difuso, inverificável. Podia ser medida, calculada, aferida.

Primeiro Deus prometeu a ele e à sua descendência a posse de todas aquelas terras. Isaque deixaria de ser um peregrino para ser o donatário. Cabia-lhe generosa herança. Deus empenhou a sua palavra em cumprimento à aliança feita com Abraão, seu pai. Deus é fiel para cumprir o que promete. Nenhuma de suas palavras cai por terra.
Aquele terra mais tarde precisou ser conquistada palmo a palmo. Gigantes tiveram de ser desalojados. A terra prometida a Isaque é um símbolo da Canaã celestial. Também nós temos a promessa de uma terra que mana leite e mel. Essa terra nos foi dada, mas precisamos conquistá-la. A vida eterna é nossa herança, mas precisamos tomar posse dela.
Depois, Deus prometeu a Isaque multiplicar a sua descendência. Isaque casou-se aos quarenta anos de idade. Sua mulher passou vinte anos sem poder ter filhos.
Rebeca era estéril. Isaque orou por ela todo esse tempo. Quando Rebeca concebeu, havia em seu ventre duas nações. Esaú foi o pai dos edomitas e Jacó o pai dos israelitas.
De Jacó surgiram as doze tribos que formaram a nação de Israel. Da tribo de Judá veio o Messias como o Salvador do mundo.
A grande descendência prometida por Deus não era formada simplesmente por aqueles que tinham a sua herança genética.
Deus estava falando de uma descendência espiritual. Estava falando sobre todos aqueles que creriam no Salvador em todo o mundo. Essa descendência é imensa. Está espalhada em todas as tribos e nações da terra.

Por último, Deus prometeu a Isaque que, em sua descendência, todas as famílias da terra seriam abençoadas. Os filhos de Israel foram os instrumentos que Deus levantou para trazer ao mundo a revelação especial de Deus.
Eles deveriam ser luz para as nações. O mundo deveria conhecer o Deus vivo por meio de dos filhos de Israel.
Os descendentes de Isaque, longe de perecer naquela crise medonha, foram os condutores da esperança para o mundo. Todas as nações da Terra foram bafejadas pela bendita influência da semente de Isaque.
A igreja é abençoada para ser portadora de bênção. A bênção não pode ser retida. Não somos apenas receptáculos da bênção, mas canais. Não somos um mar Morto, mas um rio Jordão Quem guarda as bênçãos só para si torna-se insalubre como águas mortas.

3.Um compromisso de fidelidade
Isaque foi abençoado em virtude da obediência de seu pai. Abraão andou com Deus em fidelidade, e sua descendência colheu os frutos benditos dessa relação. Por amor a Abraão Deus abençoou seu filho Isaque.
Também somos filhos de Abraão, nós que cremos em Jesus. Somos abençoados em virtude da fidelidade desse grande patriarca da fé.
A bênção de Deus rompe a barreira do tempo, transpõe séculos e milênios. Ele se lembra da sua misericórdia até mil gerações daqueles que o amam. Nenhuma das promessas de Deus cai por terra. Ele tem zelo pelo cumprimento de sua Palavra.

Andar com Deus é o maior investimento que podemos fazer na vida. Não há projeção para o futuro mais compensadora do que ser fiel a Deus hoje. Não há herança mais bendita a deixar para os filhos do que andar com Deus.

Isaque tem lastro espiritual. Tem raízes. Tem passado. A história do seu pai foi um feixe de luz a direcionar a sua caminhada. A bênção do céu fluía sobre ele porque no passado seu pai havia andado com Deus. Ele estava colhendo os frutos da semeadura de seu pai. Isaque pôde enfrentar o deserto da crise porque, ao olhar para o passado, via o exemplo de seu pai e, ao olhar para o céu, via a fidelidade de Deus.

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